Mortalidade nas UTI’s por Covid foi de 63%

Na média, 4 a cada 10 pacientes internados se recuperaram

Foto: Divulgação

A Organização Goiana de Terapia Intensiva – empresa responsável pela operação dos 10 leitos de UTI dedicados para pacientes com Covid-19 no Hospital Regional de Sinop – rebateu os dados apresentados pelo Observatório Social. Na semana passada, o Observatório afirmou que a taxa de mortalidade nas UTI’s do Hospital foi de 100% nos últimos 3 meses. Ou seja, todos os pacientes internados por Covid-19 nas UTI’s da unidade entre outubro, novembro e dezembro teriam morrido.

Ao longo do final de semana a informação começou a ser desmentida pelos “sobreviventes”, pessoas que foram internadas na UTI do Regional e se recuperaram da doença.

O GC Notícias buscou as estatísticas de mortalidade junto a Organização Goiana. De acordo com a empresa, a média de pacientes que evoluíram para óbito nos 10 leitos de UTI dedicados ao Covid-19 foi de 63,62%.

Em agosto a taxa de mortalidade foi de 68,4%; em setembro 63,88%; outubro 65%, novembro 50% e em dezembro 70,83%.

Os relatórios oficiais mostram quem em outubro a UTI-Covid do Hospital Regional de Sinop teve 13 óbitos e 7 altas; em novembro 8 óbitos e 8 altas; e em dezembro 17 óbitos e 7 altas.

Segundo a empresa, a taxa de mortalidade tem sido alta em função do estágio avançado com que os pacientes deram entrada. A empresa citou o “Valor do Simplified Acute Physiology Score SAPS 3”, um indicador que aborda a expectativa de óbito de acordo com as condições do paciente. “Todos os pacientes atendido pela Organização Goiana deram entrada na UTI com o índice SAPS3 acima de 60%, chegando até mesmo em 95%, ou seja, já em estágios avançados da Covid-19”, afirmou o relatório.

Durante toda a crise da Covid-19, a taxa de ocupação de leitos foi superior a 90%.

EQUIPE MÉDICA

Os leitos sob gestão da empresa possuem responsabilidade técnica do médico. Cristhian Yukio Maciel Teruya, CRM-MT nº 4153. Ele é especialista em Medicina Intensiva pela Associação Médica Brasileira e pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) no ano de 2013.

A Amib recomenda um médico intensivista para cada 15 pacientes, e, em casos extremos, um médico para 20 pacientes. No Hospital Regional de Sinop essa conta é de um médico intensivista para 10 pacientes.

Fonte: GC Notícias

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